sexta-feira, 24 de abril de 2020

Utilizando um SSD ao lado de um HD em micro desktop



Nesta dica que também é ao mesmo tempo um pequeno depoimento pessoal da minha utilização de um SSD pela primeira vez, relatarei os passos da minha instalação e do uso do mesmo.

A utilização de um SSD 2,5" atualmente no Linux é muito fácil não precisando mais fazer configurações complexas manualmente como era feito nos primeiros SSDs pois nas grandes distros com versões mais recentes seu SSD será reconhecido e o comando fstrim será executado uma vez por semana automaticamente em segundo plano, podendo você continuar trabalhando no seu computador normalmente sem você tomar conhecimento que isto está sendo feito, para não ter que se lembrar de fazer isto manualmente.

Foi utilizado um SSD de 120 GB de capacidade de armazenamento da WD Green, onde foi utilizado um pendrive de boot com o Lubuntu Xenial 64 bits gravado com o Etcher.
Como eu não tinha nenhuma experiência com SSDs conectei o mesmo em uma porta SATA livre do gabinete e desconectei os cabos do HD (mas não era necessário fazer isto), a bios já utilizava o modo AHCI para SATA como default da configuração não precisando mexer em nada e a mesma já estava configurada como UEFI pois o HD possui tabela gpt.

Deixando somente o SSD conectado a placa mãe fiz um boot com um live pendrive do Lubuntu no modo experimentar primeiro.

É recomendado que a Bios UEFI esteja em modo AHCI para SATA e que a mesma esteja configurada para o modo UEFI para usar a tabela de partição gpt tanto para os HDs modernos e pra a mídia SSD que melhora bastante do desempenho mesmo em micro desktop.  

Um detalhe importante em computadores desktop é que muitas placas mães possuem conectores SATA II e SATA III na mesma placa mãe e se o seu SSD for um SATA III o mesmo deve ser conectado no slot SATA III para que ele funcione com sua velocidade máxima.
Caso você conecte ele em um slot SATA II ele vai funcionar sem problemas, mas a sua velocidade será reduzida pela metade.


Vendo como é reconhecido o SSD no comando fdisk no boot pelo pendrive

$ sudo fdisk -l /dev/sda
Disk /dev/sda: 111.8 GiB, 120040980480 bytes, 234455040 sectors
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes

Meu SSD tem 120 GB mas aparece como 111.8 Gib ? Não se assuste com isto você não foi enganado é apenas uma grandeza de medida de valor diferente, pois Gib e GB são escalas de valores diferentes sendo isto normal também no Windows (120040980480 bytes corresponde a 120 GB).

Foi utilizando o Gparted para particionar o SSD pelo live pendrive do Lubuntu.

Definindo o tipo de tabela ( 1º item a começar)

Ao iniciar o Gparted, utilizando um SSD novo sem particionamento, clique no espaço não alocado e ir no menu Device/Create partition e escolha Select new partition table... em Type selecione gpt e clique em Apply.

Criando as partições

Selecionando sempre o espaço unallocated utilizando o botão direito do mouse escolha a opção New e fiz conforme a ordem abaixo.


Partição do efi
Digite o valor 200 (200 MB) em Criar como: selecione Partição Primária em Sistema de arquivos selecione: FAT32

Observação:
Não é necessário ser de 200 MB pode ser até menos, pois no HD que tem uma partição efi também os arquivos dos 3 S.O. nela ocupam 31 MB de espaço (Windows 10, Debian Stretch e Xubuntu 18.04) mas fiz com um bocado de folga para evitar problemas.

Partição do swap (opcional
Vai conforme o tipo de uso do pc, é recomendável se você costuma suspender/hibernar e se você executa as vezes tarefas pesadas e tem somente 4 GB de RAM ou menos. Não se preocupe seu SSD não vai degastar tanto assim caso você faça uso ocasionalmente do swap, pois seu SSD vai durar por muitos anos ainda (salvo se você utilizar 100% todos os dias intensivamente, então neste caso é melhor adicionar mais memória RAM).

Digite o valor 2000 (2000 MB = 2 GB) para o swap em Criar como: selecione Partição Primária, em Sistema de arquivos, selecione: linux-swap

Partição raiz do Linux
Digite o valor 65000 (65000 MB = 65 GB), Criar como: selecione Partição Primária, em Sistema de arquivos selecione: Ext4

O restante que sobrou
O restante que sobrou será utilizado como partição de backup
Os 47279 MB (46 GB) que sobrou, todo ele será utilizada para guardar arquivos.
Criar como: selecione Partição Primária, em Sistema de arquivos, selecione: Ext4

Clique em Aplicar para salvar tudo.

Depois selecione a partição do efi e utilizando o botão direito do mouse escolha a opção Manage flags (“Gerenciar sinalizadores” em português) e marque a opção "esp" que automaticamente será marcado junto a opção boot e finamente clique no botão Aplicar. A opção "esp" é que diz pra o sistema que é uma partição para boot com efi.

Pronto, depois de aplicada as alterações reinicie o computador dando um boot pelo live pendrive do Lubuntu novamente e escolhi a opção de Instalar direto.

Notas:
A opção "Manage flags" somente fica disponível depois que você concluir o particionamento e clicar no botão Aplicar.

Não é necessário reiniciar para instalar o Lubuntu, mas eu fiz isto para ver ser não haveria problemas de reconhecimento do particionamento fazendo um novo boot limpo para depois instalar.


Esclarecimentos

Arquivo swap

Porque coloquei uma partição swap no SSD?

Porque queria ter uma ideia do desgaste de gravações/regravações em um computador tendo apenas uma mídia SSD ou seja sem HD e minha intenção inicial seria de colocar este SSD depois em um notebook, por isto também já criei a partição EFI nele, mas de qualquer forma a meu ver pelo menos acho que é necessário ter uma partição EFI em cada mídia diferente que possuir um sistema operacional instalado num mesmo computador (minha opinião).

Vir muito dizeres que o swap no SSD irá desgastar o mesmo de tantas regravações, mas isto depende muito pois para um usuário doméstico que eventualmente executa muitos processos pesados, o swap será o menor dos problemas e sim o hábito de utilizar várias abas abertas do navegador, assistir muitos filmes online ou muitos vídeos no Youtube, ou para quem faz muita pesquisas e acessa sites grandes com páginas pesadas cheias de animações e imagens constantemente isto sim detonara o seu SSD se você se preocupa muito com isto pois o cache do seu navegador certamente terá 1 GB ou mais em apenas um dia, imagine todos dos dias. Quem gosta de experimentar sempre programas novos quase todos  os dias instalando e removendo os mesmos, principalmente programas grandes (jogos pesados com 1 GB ou mais de espaço, isto sem contar o download do arquivo).

Eu em 40 dias seguidos utilizando o SSD, o swap foi utilizando entre 3 ou 4 vezes e o maior uso dele foi de apenas 5% quando tinha 2 navegadores de Internet diferentes abertos e com algumas abas em cada um deles e outras aplicações em execução, portanto o swap não será um grande problema neste caso.

Qual o limite de gravações/regravações do SSD

Quando maior o TBW do SSD mais gravações/regravações você poderá fazer nele.
TBW corresponde a vida útil do seu SSD que significa “terabytes written” ou no bom português "terabytes gravados".

Num SSD de 120 GB com TBW 40 (significa 40 terabyte) e fazendo todos os dias 20 GB em gravações/regravações quando tempo levará para atingir os 40 terabytes que é a vida útil deste SSD.

Calculando:
20 GB * 365 dias = 7300 GB (gigabyte) que corresponde a 7,3 TB (terabyte) * 5 anos =  36.500 GB ou 36,5 TB (terabyte)

Então seu SSD vai durar por 5 anos, mais precisamente 5,5 anos, já que fiz arredondado o ano.

E depois que atingir o limite de gravações do TBW ?

O SSD não vai parar de funcionar ou queimar, mas este é o limite de gravações garantida pelo fabricante, onde ele continuara a funcionar mas neste caso ele poderá não ter mais o mesmo desempenho, poderá apresentar setores defeituosos e outros problemas variados, a grosso modo você pode comparar como se fosse uma bateria de Lítio, depois de tantas ciclos de recargas completa ela não mais segura a carga e não carrega totalmente pois suas células estão deterioradas pois perdeu sua vida útil.

Deste o dia da instalação do Lubuntu em 31 de janeiro que é o meu S.O. principal agora, o qual utilizo ele todos os dias já tenho 122 GB de gravações/regravações realizada no SSD, onde o sistema operacional mais a pasta do usuário  ocupam 20 GB de espaço, até o dia da escrita deste relato.

Preciso configurar algo no sistema para usar o SSD ?

Normalmente não é preciso fazer configuração manualmente nenhuma em seu Linux, mas isto pode depender da distro, mas se quiser melhorar um pouco a performance pode colocar a opção noatime na linha da montagem do seu sistema no arquivo /etc/fstab.  Também pode usar a opção discard nele que fará o mesmo serviço do fstrim só que online ou seja em tempo real a todo instante assim que você apaga/mover arquivos, mas um detalhe e que esta opção não deve ser utilizado caso o SSD não suporta NCQ e TRIM que é o caso dos SSDs muitos antigos ou de baixa qualidade pois deixará o seu sistema lento.
Se no seu sistema existir o arquivo /etc/cron.weekly/fstrim deixe a manutenção do SSD por conta dele que fará a limpeza do SSD uma vez por semana automaticamente.

Eu usei inicialmente durante uns 20 dias a opção discard na linha da partição raiz junto com o arquivo /etc/cron.weekly/fstrim e não tive problemas de lentidão e depois removi a mesma deixando somente agora por conta do arquivo /etc/cron.weekly/fstrim onde não deu diferença nenhuma no desempenho do sistema, portanto fica a sua escolha.

Exemplo da linha da partição / do sistema com SSD no /etc/fstab utilizada inicialmente por mim.


UUID=5b47f8f8-880a-4d51-82c2-1b673e09af4b /       ext4    noatime,discard,errors=remount-ro 0       1

Nota:
Algumas distro com systemd usam um arquivo .service para o TRIM no lugar do /etc/cron.weekly/fstrim.


Descobrindo se o SSD suporta NCQ e TRIM pelo hdparm

$ sudo hdparm -I /dev/sda | grep -i ncq
   * Native Command Queueing (NCQ)

$ sudo hdparm -I /dev/sda | grep -i trim
   * Data Set Management TRIM supported (limit 8 blocks)
   * Deterministic read data after TRIM


Programas para verificar a saúde de HDs e SSDs

Instale os pacotes smartmontools ou HDSentinel.


Temperatura do SSD

Um fato curioso é que a temperatura do SSD é sempre maior que a do HD variando entre 8 a 14 ºC a mais em relação ao HD, não importando se o boot foi feito pelo HD ou SSD neste micro desktop que possuem ambos. Se a temperatura do SSD não ultrapassar os 50 ºC está tudo bem, sendo o limite máximo suportado pelo meu SSD de acordo com o fabricante é de 70 ºC.


Após instalação do Lubuntu

Após instalado o Lubuntu, desliguei o pc e reconectei os cabos do HD e ligando o pc normalmente, como o Lubuntu era o único sistema operacional instalado no SSD (já que HD não estava ligado na placa mãe durante a instalação) o menu do grub não é apresentado neste caso iniciado diretamente no Lubuntu já mostrado a tela de login.

O Grub, opta por default em não mostrar o menu na inicialização quando não existir outro sistema operacional instalado durante o processo da instalação, então para exibir sempre o menu na inicialização eu fiz numa janela de terminal.

sudo nano -w /etc/default/grub

e comente adicionando um "#" na frente da linha:

GRUB_HIDDEN_TIMEOUT=0

que deverá ficar assim:

# GRUB_HIDDEN_TIMEOUT=0

No mesmo arquivo configure o tempo para boot automático em 10 segundos (ou menos se desejar)

GRUB_TIMEOUT=10

veja se a opção "true" está habilitada na linha abaixo:

GRUB_HIDDEN_TIMEOUT_QUIET=true

Save o arquivo, e use o comando:

sudo update-grub


Após reiniciado o computador agora eu posso escolher no Grub do Lubuntu que foi atualizado se quero usar o Windows 10, Debian 9 ou Xubuntu 18.04 pois os mesmos foram adicionados automaticamente e que estão instalado no HD ou escolher usar o Lubuntu 16.04 que está sozinho no SSD.

Vale ressaltar se você atualizar o Grub ou usar o apt upgrade (ser for atualizado o kernel ou o grub) de qualquer uma das distros do HD este passará a ser o padrão na inicialização, mas sempre se pode alterar pela Bios uefi qual iniciar como padrão ou atualizar manualmente o grub da sua distro predileta para sobrepor o da outra distro.


Benefícios de um SSD

Muita rapidez ao iniciar o sistema e também na inicialização de programas.

Num pc desktop com cpu Intel Celeron G1820 dual core com cache L2 de 2 MB 4 GB de RAM e clock 2.7 Ghz.

Boot da tela do Grub até a tela de login do Lubuntu Xenial em apenas 8 segundos, depois mais 2 segundos para exibi totalmente o desktop.
A seguir a execução do Firefox, LibreOffice e WPS Office, ambos em torno de 5 segundos  para inicialização total, sendo executado seguidamente um atrás do outro quando terminou a inicialização completa de cada um.

Já em um notebook Samsung com HD utilizando uma cpu Intel I3 dual core cache L3 de 3 MB 4 GB de RAM e clock 2.30 Ghz

Boot da tela do Grub até a tela de login do Lubuntu Xenial em 45 segundos, depois mais 11 segundos para exibi totalmente o desktop.
A seguir a execução do Firefox e o LibreOffice ambos em torno de 10 segundos apenas para inicialização total, sendo executado seguidamente um atrás do outro quando terminou a inicialização completa de cada um.
















segunda-feira, 16 de março de 2020

Criando grupo de programas personalizado no desktop LXDE

O desktop LXDE não tem um app exclusivo de atalhos de configurações mais importantes do sistema tipo Centro de Controle, Painel de Controle, Configurações, ou Centro de Configurações onde o nome dado pode varia conforme o ambiente gráfico encontrado em desktop como Xfce, Mate e outros. Apesar de isto não ser nenhum problema, já que os apps de configurações do sistema que vem instalado ou forem instalado ficam no grupo Sistema e Preferências, mas você desejaria colocar estes apps importante de configurações em apenas um grupo de programa, da para fazer algo similar ao "Centro de Controle", utilizando o gerenciador de arquivos pcmanfm do LXDE e o menulibre.


Nesta dica demonstrarei como criar uma pasta de grupo de programas de configurações do sistema no desktop LXDE, onde você pode colocar vários atalhos que  são dos grupo Sistema e Preferências em uma pasta na sua Área de trabalho ou também criar um atalho no menu de programas do LXDE onde tudo fica em um grupo somente para um acesso mais rápido e fácil tendo nele somente os apps que são realmente de configurações importante do sistema, não sendo preciso instalar nenhum app do tipo Centro de Controle de outros ambiente desktop no qual entupirá o seu menu com outros apps que desempenham a mesma função dos que você já tem instalado.

O grupo de programas personalizado pode ser criado de  2 formas diferentes.


1- Criando o atalho na sua Área de Trabalho

Crie a pasta oculta painel utilizando a janela do lxterminal

$ cd "Área de Trabalho"
$ mkdir .painel (é necessário adicionar o ponto na frente do nome, que indica que é uma pasta oculta)

Agora dentro da pasta ~/Área de Trabalho/ devemos criar um arquivo do tipo .desktop de acesso a pasta
~/Área de Trabalho/.painel

$ leafpad mypainel.desktop

Cole o conteúdo abaixo e salve o arquivo:

[Desktop Entry]
Encoding=UTF-8
Name=Centro de Controle
Exec=pcmanfm "/home/nando/Área de Trabalho"/.painel
Icon=preferences-desktop-display
Terminal=false
Type=Application

Agora utilizando o gerenciador de arquivos pcmanfm acesse /usr/share/applications/ e copie todos os apps que são de configurações importante do sistema como Impressora, Data e hora, Usuários etc para a pasta /home/nando/Área de Trabalho/.painel bastando acessar a mesma pelo seu atalho que está no Desktop.


Notas:
  • Onde nando é o meu usuário, substitua pelo seu.
  • Você pode escolher outro ícone diferente, quando você estiver visualizando a Área de Trabalho, basta clicar com o botão direito do mouse no atalho "Centro de Controle", e escolher "Propriedades" na guia "Geral", clique em cima do ícone atual pra escolher outro.


2- Criando um novo grupo de programa no menu do LXDE 

Se você tiver instalado o menulibre, selecione a pasta Sistema e clique no botão + e escolha "Adicionar  Diretório" e clique no botão Salvar. Para renomear o diretório adicionado estando selecionado "Novo diretório" no lado direito da janela clique em cima de "Novo diretório" e digite o nome desejado, como exemplo "Centro de Controle" e tecle Enter, escolha um ícone personalizado clicando em cima do ícone, após clique no botão Salvar do menulibre.

Mova o grupo (diretório) para posição desejada onde você quer que apareça no menu Iniciar usando os botões acima e abaixo (∧∨) e ser quiser adicionar separadores estando selecionado o grupo criado clique no botão + e escolher a opção "Adicionar Separador", use os botões acima e abaixo para mover o separador caso necessário e após clique no botão Salvar.


Adicionando o item de programa no diretório "Centro de Controle"

No menulibre estando selecionado o diretório "Centro de Controle", clique no botão + e escolha "Adicionar lançador".

No lado direito clique em cima de "Novo lançador" para alterar o nome do atalho digitando "Centro de Controle" e tecle Enter, depois clique em cima do ícone default para escolher outro, após escolhido clique em OK.

Em Comando digite pcmanfm "/home/nando/Área de Trabalho"/.painel (caminho do diretório criado dos apps) depois clique no botão Salvar.

Pronto, os atalhos com os principais apps de configuração que são do grupo (diretório) Sistema e Preferências estão todos no grupo Centro de Controle do seu menu de programas.

Abaixo um screenshot do atalho "Centro de Controle" no Desktop e outro no menu de programas.









sábado, 22 de fevereiro de 2020

Protegendo seus olhos no Linux com sct



O sct é um programa em modo texto que serve para proteção do cansaço visual dos olhos para quem fica trabalhando muito tempo no computador a noite, deixando a tela do computador com um tom de cor mais quente (avermelhado ou alaranjado). Você deverá ajustar a temperatura de cor manualmente ao usar o sct pois ele não utiliza um servidor de localização como os programas gráficos redshift e f.lux que ajusta a temperatura de cor de acordo com a posição do Sol da sua região pela Internet, o que pode ser uma vantagem para que usa o computador desconectado da Internet ou você quer evitar a ter mais processos consumindo sua memória caso tenha um computador muito antigo, pois o sct não consome nada de memória RAM e nem é listado no comando ps ou no gerenciador de tarefas.

Para instalar no seu Linux, em distros baseado no Debian

$ sudo apt install sct

O valor default de temperatura de cor ser você não especificar nenhuma ao executar o sct sem valor é 6500K (cor fria) para usar durante o dia em ambientes com luz natural ou bem iluminados durante o dia.
Para usar uma cor quente durante a noite use o valor 3500K para evitar a fadiga dos olhos e não atrapalhar o sono já que o tom azul (cor fria) prejudica o sono a noite. Você pode usar qualquer valor intermediário entre 3500 a 6500K, sendo os melhores 3500K pra noite e 4500K um valor que serve tanto para o dia como a noite pois fica em meio termo e o monitor não fica com aspecto de alaranjado. Para o dia utilize o valor 5500K o mesmo utilizado por default no redshift durante o dia, pois o valor default 6500K do sct da a impressão de a tela ficar com mais brilho.
Valores mais baixos de 3500K começa deixar a tela muito alaranjada até chegar no vermelho total e valores muito acima de 6500K deixam a tela visivelmente azulada (10000K).

Exemplos de uso manualmente

Numa janela de terminal ou uma caixa tipo Executar digite um dos comandos abaixo:

sct 3500 (para usar no período da noite)

sct 5500 (para usar no período do dia)

sct 4500 (um meio termo, para usar tanto no período do dia e noite)

Notas:
O sct bem como qualquer outro programa de proteção visual como redshift, f.lux e outros não são indicados o seu uso para profissionais que trabalham com edição de imagens já que é necessário visualizar os tons reais das cores das imagens no monitor e a temperatura de cor utilizada automaticamente ou manualmente poderá modificar isto na visualização das imagens.


Executando o sct automaticamente em determinado horário

Para você não precisar se lembrar de executar o comando sct, você pode adicionar o mesmo no seu crontab para ele ser executado automaticamente todos os dias sempre no horário definido por você.

Numa janela de terminal digite o comando crontab -e devendo utilizar a linha abaixo, apenas altere o horário de sua preferência, lembrando que o 1º valor é sempre os minutos e o 2º valor são as horas.

00 18 * * * DISPLAY=:0.0 /usr/bin/sct 3500

Explicação:
Todos os dias as 18:00 horas será executado o comando sct com o valor 3500.

Notas:
Você tem que ligar ou está com o computador ligado sempre antes das 18:00 horas, pois se você ligar depois das 18:00 o comando sct não será executado já que passou do horário programado.

O sct apesar de ser um comando em modo texto, ele é um comando para o X Window sendo obrigatório especificar a variável DISPLAY=:0.0 para o mesmo senão ele não funcionara para aplicar o tom de cor a tela no seu ambiente gráfico, embora que o mesmo foi executado automaticamente pelo crontab, pois tudo que você coloca no  crontab é executado antes do ambiente gráfico ser carregado pois o cron é uma aplicação do modo texto, não precisando ter nenhum desktop instalado para funcionar.

Se você que usar o sct também durante o dia a fim de não ter muito brilho na tela embora não seja esta a finalidade dele, um valor de 4500 fica perfeito para isto, podendo também adicionar ao seu crontab devendo especificar um horário em que você já costuma está sempre com o computador ligado.

30 07 * * * DISPLAY=:0.0 /usr/bin/sct 4500

Todos os dias as 07:30 da manhã será executado o sct com o valor 4500.






sábado, 25 de janeiro de 2020

Habilitando o modo de leitura no Google Chrome

O modo leitura serve para retirar publicidades, banners e cores fortes que atrapalham a visualização da página atual facilitando assim a leitura do conteúdo da mesma. A opção do modo leitura já faz parte do navegador Firefox, há alguns anos estando disponível junto a barra de endereços,  mas no Google Chrome ela é recente e ainda se encontra em estado experimental.


O modo leitura no Google Chrome ainda é experimental e não vem ativado por padrão e para usa-lo, você tem que está utilizando uma versão recente do navegador Google Chrome a partir da versão 75 (Windows), pois esta opção não existe em versões muito antigas, onde no Linux foi utilizada a versão 77 do Google Chrome neste artigo.

Para ativar o modo leitura digite na barra de url: chrome:\\flags e tecle Enter.

Digite na caixa de procura: reader e tecle Enter.

Na página Experiments, ao localizar a função "Enable Reader Mode" altere o seu valor para “Enabled”

Depois basta clicar no botão “Relaunch now” para reiniciar o navegador.

Agora ao lado do botão Favoritos a esquerda dele, você terá o botão sanduíche, basta clicar nele para ativar
o modo leitura na página atual e para voltar a exibir a página atual sem o modo leitura é só clicar novamente
no botão sanduíche.

Telas:









domingo, 8 de dezembro de 2019

Instalando skins para o Qmmp no Debian e derivados


O Qmmp  é excelente reprodutor de áudio escrito em Qt  com a aparência do Winamp, e suporte a vários formatos de áudio e a reprodução de vídeos mp4 a partir do mesmo se você tiver o comando mplayer instalado onde você pode abrir o vídeo e controlar o mesmo diretamente pelo Qmmp  como volume, avançar/retroceder e pausar ou fazer também pelo mplayer.

Instalando o Qmmp  no Debian e derivados

$ sudo apt install qmmp

Se você instalou o Qmmp  pelo seu repositório oficial da sua distro e não existe o pacote qmmp-skins, e você não gosta do visual padrão do Qmmp  que é um preto pálido (skin glare), você pode instalar vários skins (temas) baixando o mesmo no site oficial do desenvolvedor.

Visual default do Qmmp versão 1.1.6


Baixando os skins (tema)

No seu navegador web acesse:

Pelo navegador salve todos os pacotes em formato .zip 

Execute o Qmmp  e clique com o botão direito do mouse sobre o player, escolha Preferências, na janela Configurações em Aparência na aba Temas, clique no botão Adicionar, navegue até a pasta onde foi salvo os arquivos .zip, selecione o arquivo .zip e depois clique em Abrir, que o tema já estará incorporado ao Qmmp .


Outros skins

Os pacotes tem a extensão .wsz mas são na verdade pacotes .zip basta apenas fazer o mesmo procedimento anterior para instalar temas no Qmmp.

Removendo skins instalado

Nas Configurações do Qmmp  não tem como excluir os skins instalados diretamente pelo player para não ser mais listado os que você não gostou ou você quer remover os excessos de temas, você pode fazer isto conforme abaixo.

Por uma janela de terminal faça:

$ cd ~/.qmmp/skins
$ rm tema.zip (basta deletar o pacote .zip ou .wsz do skin)

Notas:
Quando vc instala um pacote de tema ele é copiado automaticamente para ~/.qmmp/skins.

Se você tava usando o tema que foi removido ou o mesmo passou a exibir automaticamente o tema excluído no play, basta deletar todos os arquivos da pasta ~/.qmmp/cache/skin ou selecionar outro tema no Qmmp, pois na listagem de temas instalado o tema excluído não mais é exibido, e limpando o cache neste caso ele volta automaticamente para o tema default do play.


Abaixo o visual de alguns skins do Qmmp da 1ª url citada.



domingo, 24 de novembro de 2019

Informações importantes da sua cpu no Linux pelo terminal


No Linux em modo texto existe duas maneiras para obter informações da sua cpu, sendo elas o arquivo /proc/cpuinfo e o comando lscpu, sendo que este último fornece algumas informações a mais além de ser mais  compreensíveis.

Obtendo as informações da cpu pelo arquivo /proc/cpuinfo


Ao usar o comando cat /proc/cpuinfo se você tiver uma cpu de dois ou mais núcleos todas mesmas opções se repetirão nas cpus seguintes, por exemplo o 1º núcleo é sempre processor: 0, o 2º núcleo é sempre processor: 1, o 3º núcleo é sempre processor: 2 e assim sucessivamente.

No exemplo abaixo é uma cpu Intel Celeron de 2 núcleo (2 core) também chamada de dual core.

$ cat /proc/cpuinfo 
processor : 0
vendor_id : GenuineIntel
cpu family : 6
model : 60
model name : Intel(R) Celeron(R) CPU G1820 @ 2.70GHz
stepping : 3
microcode : 0x19
cpu MHz : 1032.440  (veloc. atual da cpu do núcleo 1)
cache size : 2048 KB (cache de último nível)
physical id : 0
siblings : 2
core id : 0
cpu cores : 2
apicid : 0
initial apicid : 0
fpu : yes
fpu_exception : yes
cpuid level : 13
wp : yes
flags : fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx pdpe1gb rdtscp lm constant_tsc arch_perfmon pebs bts rep_good nopl xtopology nonstop_tsc aperfmperf pni pclmulqdq dtes64 monitor ds_cpl vmx est tm2 ssse3 sdbg cx16 xtpr pdcm pcid sse4_1 sse4_2 movbe popcnt tsc_deadline_timer xsave rdrand lahf_lm abm invpcid_single kaiser tpr_shadow vnmi flexpriority ept vpid fsgsbase tsc_adjust erms invpcid xsaveopt dtherm arat pln pts
bugs : cpu_meltdown spectre_v1 spectre_v2 spec_store_bypass l1tf mds swapgs
bogomips : 5398.30
clflush size : 64
cache_alignment : 64
address sizes : 39 bits physical, 48 bits virtual
power management:

processor : 1
vendor_id : GenuineIntel
cpu family : 6
model : 60
model name : Intel(R) Celeron(R) CPU G1820 @ 2.70GHz
stepping : 3
microcode : 0x19
cpu MHz : 905.712 (veloc. atual da cpu do núcleo 2)
cache size : 2048 KB (cache de último nível)
physical id : 0
siblings : 2
core id : 1
cpu cores : 2
apicid : 2
initial apicid : 2
fpu : yes
fpu_exception : yes
cpuid level : 13
wp : yes
flags : fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx pdpe1gb rdtscp lm constant_tsc arch_perfmon pebs bts rep_good nopl xtopology nonstop_tsc aperfmperf pni pclmulqdq dtes64 monitor ds_cpl vmx est tm2 ssse3 sdbg cx16 xtpr pdcm pcid sse4_1 sse4_2 movbe popcnt tsc_deadline_timer xsave rdrand lahf_lm abm invpcid_single kaiser tpr_shadow vnmi flexpriority ept vpid fsgsbase tsc_adjust erms invpcid xsaveopt dtherm arat pln pts
bugs : cpu_meltdown spectre_v1 spectre_v2 spec_store_bypass l1tf mds swapgs
bogomips : 5398.30
clflush size : 64
cache_alignment : 64
address sizes : 39 bits physical, 48 bits virtual
power management:


Obtendo as informações da cpu com o comando lscpu

$ lscpu
Arquitetura:        x86_64         (info1)                 
Modo(s) operacional da CPU:32-bit, 64-bit (info2) 
Ordem dos bytes:       Little Endian
CPU(s):      2                    (info3)
Lista de CPU(s) on-line:0,1
Thread(s) per núcleo: 1   (info4) 
Núcleo(s) por soquete: 2
Soquete(s):       1      (info5) 
Nó(s) de NUMA:     1
ID de fornecedor:      GenuineIntel
Família da CPU:     6
Modelo:          60
Nome do modelo:        Intel(R) Celeron(R) CPU G1820 @ 2.70GHz     (info6)
Step:           3
CPU MHz:               833.203         (info7)
CPU MHz máx.:         2700,0000   (info8)
CPU MHz mín.:         800,0000     (info9)
BogoMIPS:              5398.30
Virtualização:       VT-x                  (info10)
cache de L1d:          32K
cache de L1i:          32K
cache de L2:           256K
cache de L3:           2048K
CPU(s) de nó0 NUMA:   0,1
Opções:              fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx pdpe1gb rdtscp lm constant_tsc arch_perfmon pebs bts rep_good nopl xtopology nonstop_tsc aperfmperf pni pclmulqdq dtes64 monitor ds_cpl vmx est tm2 ssse3 sdbg cx16 xtpr pdcm pcid sse4_1 sse4_2 movbe popcnt tsc_deadline_timer xsave rdrand lahf_lm abm invpcid_single kaiser tpr_shadow vnmi flexpriority ept vpid fsgsbase tsc_adjust erms invpcid xsaveopt dtherm arat pln pts

Onde:

info1 = Arquitetura do seu sistema instalado. Neste exemplo é um sistema de 64 bits instalado que possuir suporte a programas de 32 bits (x86_64) deste que você tenha instalado as libs de compartibilidade. Se o sistema instalado for de 32 bits será exibido i686.

info2 = A cpu pode trabalhar  tanto com S.O. de 32 ou 64 bits que estiver instalado.

info3 = 2 núcleos ou 2 cores 

info4 = como esta cpu é um dual core ( dois núcleo) então você tem 2 threads

info5 = um processador físico real apenas instalado

info6 = fabricante, tipo, modelo e clock comercial

info7 = velocidade atual da cpu, pode mudar constantemente conforme o governador

info8 = velocidade máxima da cpu, valor fixo, apenas informativo

info9 = velocidade mínima da cpu, valor fixo, apenas informativo

info10 = suporte a virtualização de S.O. (VT-x para cpu Intel e AMD-V para cpu AMD)

Notas

As velocidades em CPU MHz são exibidas sempre em MHz e não em GHz.

A velocidade em CPU MHz: pode ser 1/3 da sua velocidade máxima, ou a metade ou outro valor diferente da máxima conforme o tipo do seu processador e o governador utilizado automaticamente pra controle do clock.

Não se preocupe, se a velocidade da sua cpu estiver muito abaixo da máxima, pois quando for executado tarefas pesadas ela rodará na velocidade máxima. 

Caso deseja controlar a velocidade manualmente ou fazer ela rodar sempre no máximo ou sempre no mínimo (ideal para notebooks) existe comandos para isto no seu sistema.

Sobre os caches

O caso L1  é sempre composto por duas partes, um de instrução e outro de dados, no exemplo acima você tem no total 64K de cache L1 (32K de instrução e 32K de dados).

O cache L2 é o cache intermediário da cpu.

O cache L3 é o cache de último nível da cpu.

A informação da quantidade de cache é sempre em K (kbytes) que no arquivo /proc/cpuinfo é mostrada com KB que é exatamente o mesmo valor apenas outra forma da abreviação de kbytes.

Cpus muitos antigas ou então se existir algum modelo recente em que não exista o cache L3, o cache L2 neste caso passa a ser o "cache de  último nível".

Quando mais "cache de último nível" tiver sua cpu melhor será o desempenho do seu computador, seja ele um L2 ou L3,  mas  dependendo  do uso  destinado ao  computador outros fatores também são muito importantes no desempenho, como tipo do processador, clock, e quantidade de memória RAM.

Em Opções: são os recursos que seu processador suporta.