sexta-feira, 18 de março de 2022

Conky exibindo até 2,5x mais RAM usada em algumas distros

Devido algumas mudanças interna do conky ele pode exibi até 2,5x mais RAM usada do que o valor real usado pelo sistema, em algumas distros conforme a versão do conky.

Por exemplo no Conky em RAM usada no monitor é exibido 750 Mib enquanto que com o comando free -h a RAM usada é de 300 Mib.

Como corrigi esta diferença de RAM usada ?

A solução para que o conky exiba a mesma quantidade RAM usada do sistema obtida com o comando free -h é não adicionar ou eliminar a linha ${color white}RAM Uso:$color $mem/$memmax - $memperc% e no lugar dela usar estas outras abaixo que exibirá o resultado do comando externo

 free -h

${color white}RAM total:${alignr 110}${exec free -h | grep Mem | cut -c 15-20} 
${color white}RAM usada:${alignr 100}${exec free -h | grep Mem | cut -c 25-35}


Agora você tem o valor correto da memória usada pelo sistema no conky.
Procedimento realizado no conky versão 1.11.6 no Debian 11.


Screenshot de comparação da RAM usada


A janela do conky com fundo preto utiliza a linha interna do conky para monitoramento da memória que é a linha ${color white}RAM Uso:$color $mem/$memmax - $memperc%

Já a janela do conky de fundo azul utiliza o comando externo free -h 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Servidor samba versão recente e protocolo LANMAN1

Numa rede pequena com 4 pcs, todos com Linux (2 desktop, 2 notebook) e 3 celulares com Android, quando eu instalei o Debian 11 no meu desktop pessoal e fui fazer a transferência de arquivos do celular via wifi para o servidor samba do Debian 11 o App Arquivos do Android que utilizo sempre para esta finalidade onde já utilizei o mesmo com diferentes distros e versões que sempre funcionava, agora não conseguia achar o servidor Debian 11 que usa o samba 4.13.13.

Como o celular com Android não conseguia localizar o servidor samba do Debian 11 comecei a fazer uns testes entre
os dispositivos da rede para achar o problema.

Desktop cliente com Lubuntu Xenial com samba 4.3.11 não consegue conectar ao servidor Debian 11, mas conecta no Debian 10.

Notebook cliente com Debian 10 com samba 4.9.5 consegue conectar ao servidor Debian 11, Debian 10 e Lubuntu Xenial.


Notas:
Todos os outros dispositivos da rede também rodam um servidor samba, pois eles tem pastas compartilhadas (exceto celulares).

O servidor Debian 11 acessa os compartilhamentos remotos dos outros pcs normalmente.

Somente o desktop Lubuntu Xenial com samba 4.3.11 e o celular não consegue acessar o servidor samba do Debian 11.


        A solução do problema

No servidor Debian 11 edite o arquivo /etc/samba/smb.conf e na seção global coloque esta linha "server min protocol = LANMAN1" sem as aspas, salve o arquivo é reinicie o serviço do samba.

Pronto agora Lubuntu Xenial e celulares com Android conseguem conectar ao servidor samba do Debian 11.


Notas:
Algumas versões não muito antigas do samba consegue conectar a um servidor samba com versão 4.13.13 sem precisar colocar a linha "server min protocol = LANMAN1" no arquivo /etc/samba/smb.conf do servidor que é o caso do samba versão 4.9.5 usado no notebook com Debian 10.

Procurando saber mais sobre os protocolos, descobrir que no Debian 11 o protocolo LANMAN1 vem desabilitado por padrão na versão do samba 4.13.13 enquanto nas versões antigas do samba que eu utilizo nos outros pcs este protocolo vem habilitado por padrão.

No Ubuntu 20.04 que usa o samba 4.13.14 também vem desabilitado o protocolo LANMAN1 que pelo jeito o padrão agora nas versões recentes do samba e vir desabilitado. 

Para descobrir se o protocolo LANMAN1 está habilitado por padrão basta usar o comando testparm -v | grep proto e caso ele não seja listado, ele está desabilitado por padrão nas configurações do seu samba.

Exemplos:

No micro com Lubuntu Xenial e Notebook com Debian 10, o protocolo LANMAN1 vem habilitado por padrão

$ testparm -v | grep proto

Load smb config files from /etc/samba/smb.conf
rlimit_max: increasing rlimit_max (1024) to minimum Windows limit (16384)
Processing section "[printers]"
Processing section "[partilha]"
Processing section "[Privativo]"
Processing section "[Libre]"
Loaded services file OK.
Server role: ROLE_STANDALONE

Press enter to see a dump of your service definitions

 server max protocol = SMB3
 max protocol = SMB3
 protocol = SMB3
 
 min protocol = LANMAN1 (habilitado por padrão)
 client max protocol = default
 client min protocol = CORE
 client ipc max protocol = default
 client ipc min protocol = default


No micro com Debian 11 o protocolo LANMAN1 vem desabilitado por padrão.

A listagem abaixo é antes de acrescentar a opção "server min protocol = LANMAN1" no arquivo /etc/samba/smb.conf

$ testparm -v | grep proto

Load smb config files from /etc/samba/smb.conf
Loaded services file OK.
Weak crypto is allowed
Server role: ROLE_STANDALONE

Press enter to see a dump of your service definitions

 client ipc max protocol = default
 client ipc min protocol = default
 client max protocol = default
 client min protocol = SMB2_02
 server max protocol = SMB3
 server min protocol = SMB2_02


Após acrescentar a linha  "server min protocol = LANMAN1" no arquivo /etc/samba/smb.conf

$ testparm -v | grep proto

Load smb config files from /etc/samba/smb.conf
Loaded services file OK.
Weak crypto is allowed
Server role: ROLE_STANDALONE

Press enter to see a dump of your service definitions

 client ipc max protocol = default
 client ipc min protocol = default
 client max protocol = default
 client min protocol = SMB2_02
 server max protocol = SMB3
 server min protocol = LANMAN1 (este aqui não era listado antes de fazer a alteração do smb.conf,)

 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Configurando o user-agent no navegador Epiphany ou Gnome Web

Para criar ou alterar o user-agent para o navegador Epiphany ou Gnome Web, em uma janela de terminal faça os procedimentos abaixos:

$ gsettings set org.gnome.Epiphany.web:/org/gnome/epiphany/web/ user-agent "Mozilla/5.0 (X11; Linux x86_64; rv:83.0) Gecko/20100101 Firefox/88.0"

Notas:
Como alguns sites de bancos eles não aceita navegadores diferentes do Firefox/Google Chrome/Opera/Safari como alternativa ao navegador Edge ou Internet Explorer, é necessário alterar o nome de navegador e a versão para que você possa acessar o conteúdo destes sites.

O final Firefox/88.0 é a versão do Firefox 88.0 que você deseja que o seu navegador seja reconhecido como Firefox de versão 88.0 pelo site.

Este procedimento não funciona em versões mais antigas  Epiphany ou Gnome Web, cujo teste deste procedimento foi feito com o navegador Gnome Web  versão 3.32.1.1 no Debian 10.


Conferindo pelo gsettings 

$ gsettings get org.gnome.Epiphany.web:/org/gnome/epiphany/web/ user-agent
'Mozilla/5.0 (X11; Linux x86_64; rv:83.0) Gecko/20100101 Firefox/88.0

Ok, funcionou, agora vamos testar como ele será reconhecido por um site que detecta o nome do navegador e a versão do mesmo.

Acesse: https://site112.com/qual-o-meu-user-agent

DETALHES DO SEU USER AGENT
Sua "User-Agent" string é:
Mozilla/5.0 (X11; Linux x86_64; rv:83.0) Gecko/20100101 Firefox/88.0

Plataforma: Linux
Browser: Firefox
Versão: 88.0

Seu IP: xxx.xxx.xxx.94

Janela do navegador Gnome Web




sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Utilizando fontes de emojis no seu sistema Linux

Aqui nesta dica descrevo minha experiência para fazer uso das fontes de emojis e a sua utilização em vários sistemas Linux como Lubuntu 16.04, Slackel 6.0.7, Debian 10, devuan beowulf 3.1.1 e Xubuntu 20.04.

Embora que você possa utilizar emojis de sites tipo copy e paste como o https://emojikeyboard.org/ e colar em arquivos do seu computador, se você não tem nenhuma uma fonte específica de emojis instalada, a grande maioria dos emojis colado em documentos do seu computador ficará na forma de um quadrado contendo o código hexadecimal dentro deste quadrado e alguns poucos que forem  exibido a imagem do emoji será em preto e branco.

Esta exibição destes poucos emojis em preto e branco é devido que várias fontes de texto normal que estão instalada no sistema elas também contém alguns poucos emojis, além dos tradicionais símbolos e caracteres especiais.

Então se você gosta de utilizar emojis em documentos no computador será necessário instalar um pacote de uma fonte própria de emoji onde ela terá centenas de emojis além dos tradicionais caracteres de texto, caracteres especiais e símbolos que fazem parte do mesmo pacote.

Para ter fontes feita especificamente para uso de emojis instalada no seu sistema Linux, instale os pacotes de fontes emojis como fonts-symbola e fonts-noto-color-emoji.

Para distro Linux Debian e derivadas de versões antigas ou mais recente, instale o pacote fonts-symbola.

sudo apt install fonts-symbola 

Notas:

  • O pacote de fonte fonts-symbola oferece apenas emojis em preto e branco.
  • Mesmo que os emojis sejam exibidos para você em preto em branco, quem receber os emojis da fonte fonts-symbola, em outro sistema que utiliza fontes de emojis coloridas não precisando ter o pacote fonts-symbola instalado, verá as imagens dos emojis enviado por você coloridas, pois o código hexadecimal do emoji enviado é o mesmo valor independente do fornecedor da fonte do pacote do emoji.
  • Distro mais recente a partir do Ubuntu 18.04 e no Debian 10 já é possível contar com o pacote fonts-noto-color-emoji nativamente que estão no repositório das mesmas oferecendo emojis coloridos.

sudo apt install fonts-noto-color-emoji

Nota:

Você pode utilizar outros pacotes de emojis diferentes dos citados aqui como fonts-ancient, fonts-emojione, fonts-twemoji-svginot, e EmojiOneColor para uso no Linux pesquisando na Internet para instalar no seu sistema que os mesmos funcionaram com qualquer meio que você tenha instalado para visualizar ou gerar as imagens dos emojis.

Como visualizar os emojis da fonte de emoji instalada ?

Bom em muitas distros e versões do Linux mais antiga não tem nenhum app gráfico nativo no repositório para inserir os emojis exclusivamente feito para esta finalidade  onde você pode tentar os métodos abaixo:

- Baixando na Internet um pacote source, que requer compilação o que muitas vezes não funciona, mesmo não havendo dependências ocorrendo erros variados o qual não achei solução.

- Baixar um pacote binário pelo navegador web, mas poder haver dependências na instalação que talvez você não consiga resolver, ou a execução do app depois de instalado não funciona por erros diversos, mesmo não havendo dependência de libs, como exemplo o Mojibar.

- Instalar pacotes tipo  Flatpak e Snap se o seu sistema suportar este tipo de pacote ou você não queira instalar eles como exemplo o Emote.

- Instalar um pacote tipo  AppImage se você conseguir encontrar um para esta finalidade, ou o mesmo não funciona corretamente.

- Utilizar o Gedit (somente nas versões mais recentes), onde clicando com o botão direito do mouse no documento aparecerá no menu suspenso a opção Inserir Emoji, escolha o emoji desejado clicando  nele que ele é inserido no documento,  depois você copia ele e cola em outra aplicação.

- A partir do Ubuntu 18.04 já é possível inserir emojis nativamente, mas somente em algumas aplicações feita em GTK, acionando a combinação de teclas CTRL + . (ponto), onde aparecerá um popup, podendo escolher a categoria e fazer rolagem dos itens, e clicando no emoji  ele é colado no documento que estava em 1º plano quando foi acionado as teclas de combinação. Também funciona no Debian 10.

Exemplos: Gedit, Navegador Web do Gnome, Mousepad, Xpad

- Também pode usar a combinação de teclas CTRL+SHIF+E, seguida da BARRA DE ESPAÇO que surgi um menu em popup exibindo as categoria dos emojis, clique na desejada, depois ao clicar no emoji que o mesmo é inserido no documento atual aberto.

Este atalho você deve usar se sua aplicação já utiliza o atalho CTRL + . (ponto) para ela que é o caso do Gnumeric que usa pra inserir a data e hora e no Abiword esta combinação também cola o conteúdo da área de transferência além do tradicional CTRL+V.

Mas esta combinação de teclas CTRL+SHIF+E não funciona em algumas distros mesmo que recentes sem que seja instalado manualmente outros tipos de pacotes.

- Usar a combinação de teclas CTRL+SHIFT+U e digitar o código hexadecimal e depois teclar Enter, onde aparecer o emoji que corresponde ao código digitado, o que fica enviável pois tem que conhecer todos os códigos ou está sempre consultando um arquivo que contenha estes códigos para utilizar.

- Fazer uso de um arquivo de texto ASCII que contém todas as imagens dos emojis adicionado manualmente por você, copiado os emojis desejado para seu aplicativo, onde este procedimento funcionará com qualquer distro Linux em qualquer ambiente gráfico não sendo preciso neste caso ter nenhuma aplicação instalada para ver especificamente os emojis, sendo o meio mais fácil para distro antigas anteriores a 2018.

Este foi o método utilizado por mim no qual uso um script em yad que carrega as imagens dos emojis dos tipos mais usados personalizado por mim em um arquivo, tendo um atalho no menu de programas onde também poderá ser colocado no painel ao lado do relógio e ainda podendo criar uma tecla de atalho para o script usando o mesmo atalho para exibição do popup de emoji no Windows 10 que é a tecla Windows + . (ponto).

Abaixo a janela do meu script feito em yad com 269 emojis com o uso da fonte "Noto Color Emoji" e a url para download para quem tiver interesse nele.



Download: Seletor de emoji


Emoji da fonte Symbola 


Para uso fácil descompacte o pacote na sua raiz do sistema ( / ).

IMPORTANTE
Você somente verá todas as imagens do meu arquivo de emojis se você estiver utilizando um pacote de emojis que usa a versão Unicode 13.0 ou mais recente.

Se o seu sistema utiliza um pacote de fonte emoji feito com base em caracteres Unicode 7.0 por exemplo e você receber um arquivo de alguém que tenha um emoji recente ou numa conversa de chat remotamente onde foi enviado um novo tipo de emoji que foi criado na versão do Unicode 8.0 ou superior a esta você não vera imagem deste emoji recebido sendo exibido no lugar dele um quadrado com o código hexadecimal do emoji.

Todos os pacotes de emojis feito com caracteres Unicode 7.0 estarão presentes na atualização de novos pacotes de emojis que contenha caracteres Unicode 8.0, 9.0 ... e assim sucessivamente pois os códigos hexadecimal será o mesmo em todas as novas atualizações. Exemplo o código hexadecimal 1F600 gerar o emoji da carinha feliz 😀 criado na versão do Unicode 6.0 (2010) e será o mesmo em todas as versões dos caracteres Unicode 8.0, 9,0, 10.0...até a chegar última atualização disponível atualmente, independente do fornecedor do pacote de emoji.

Toda nova atualização do Unicode quando surge uma nova versão, os códigos hexadecimal para o mesmo emoji de pacotes anteriores continua o mesmo, mas alguns emojis pode ter sua aparência alterada para um novo visual, além do surgimento de novos tipos de emojis que são acrescentado.

Onde utilizar os emojis além dos chats de conversas ?

- Os emojis pode ser utilizados em planilhas eletrônicas em funções como SE, PROCV, função personalizada, emojis dentro de gráficos, gráfico de cartão, hyperlink, função REPT, função SOMA usando intervalo das células dos valores renomeados com emojis, com formatação condicional, com lista suspensa e comentários nas células.

- Usar em nomes de arquivos no computador.

- Usar em popups de aviso do sistema.

- Usar em arquivos de textos, notas de desktop e apresentações.

- Usar em perguntas, utilizando  emoji para dar pista da resposta.

- Usar em texto para crianças para substituir o emoji pelo texto.

- Usar em comentários de blogs ou em fórums.




sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Como diminuir sua partição / (raiz) no Linux

 Se durante a instalação do seu sistema Linux, você não criou partições extras para posteriormente instalar mais tarde outro Sistema Operacional para fazer dual boot ou para utilizar como uma partição separada para backup de arquivos, demonstrarei como fazer para criar outra partição sem perder o boot pelo seu sistema atual instalado.

Para este procedimento o seu sistema Linux não pode está sendo utilizando já que vai mexer na própria partição / (raiz) que está sendo usada no momento, devendo então gravar uma image ISO de uma distro Linux de sua preferência  que roda via Live pendrive e dar um boot com este pendrive, e após executar o particionador de disco Gparted, mas caso o mesmo não venha instalado neste Live pendrive, basta instalar o programa Gparted utilizando o programa de instalação de aplicativos desta distro.

  

Diminuindo o tamanho da partição / com o Gparted

 

Neste exemplo, este disco tem somente duas partição, uma partição raiz de device /dev/sda1 onde está instalado o Linux e uma partição /dev/sda2 que é a partição do SWAP.

 

Selecione a partição / do Linux do seu HDD/SSD a ser redimensionada usando o botão direito do mouse e escolha a opção Redimensionar/Mover em "Novo tamanho", digite o tamanho que você deseja que sua partição / (raiz) deverá ficar para abrir espaço desejado para a nova partição a ser criada.

 


Exemplo: Se sua partição tem 244807 MB (244 GB), você digitar 184806 MB, onde abrirá um espaço de 60001 MB (60 GB) para nova partição.

 



Depois de definido o tamanho, clique em Redimensionar/Mover.

 

Nota que aqui estou usando valores em MB/GB em vez de Mib/Gib dos shots pois haverá pequena variação dos tamanho já que a escala de conversão é em outra unidade de medida diferente, dependendo do idioma da interface do Gparted instalada a escala utilizada será MB/GB (português) ou Mib/Gib (inglês)

 

Agora clique no botão Aplicar, onde o redimensionamento começará e poderá demorar alguns minutos dependendo do tipo e velocidade do seu processador e tamanho da nova partição.

 


Após concluído o redimensionamento, selecione o novo espaço vazio criado (não alocada) e clique no botão Novo e se pretendo utilizar todo o novo espaço desta partição, sem deixar espaço para poder criar outra partição a partir desta atual, basta apenas clicar em Adicionar. Por default será utilizado o sistema de arquivos ext4, mas caso queira outro, selecione outro sistema de arquivos antes de utilizar o botão Adicionar.




Pronto, nova partição criada.



Após aplicada as alterações sua nova partição criada passa utilizar o device /dev/sda3.



Notas:

Se quiser a partir do pendrive de boot atual em uso você pode instalar a distro deste pendrive, mas certifique-se antes que a nova partição criada apareça no app do instalador do seu pendrive, e se a mesma não for listada neste momento, embora que ela seja listada no app Gparted, comando fdisk ou blkid pelo pendrive de boot, você deverá reiniciar o computador e fazer  um novo boot pelo pendrive, onde agora a nova partição criada pelo boot anterior do live pendrive aparecerá no instalador agora.

 

O sistema operacional da partição raiz do seu Linux que foi diminuída continuará funcionando normalmente.















sábado, 7 de agosto de 2021

Controlando o brilho pelo teclado em notebook no GNU/Linux


Em algumas distribuições ou versões do GNU/Linux, o ajuste do brilho usando a tecla "FN" mais tecla de "Brilho sobe" e "Brilho desce", pode não funcionar nativamente com alguns notebooks, mas mesmo que elas não funcione nativamente deste que os arquivos actual_brightness,  bl_power,  brightness,  device,  max_brightness,  power/,  subsystem,  type, e uevent existirem com o seus valores referente ao brilho a partir do diretório /sys/class/backlight/ onde o caminho completo varia conforme o driver utilizado pelo sistema isto indica que o ajuste do brilho da tela está disponível então podemos ajustar o brilho usando o comando echo com redirecionamento do valor desejado para o arquivo ou usando o comando  xbacklight que é muito mais fácil e neste caso faremos uma associação do comando  xbacklight com as teclas "FN" "Brilho sobe" e "Brilho desce" do notebook, podendo agora fazer o ajuste via teclado pela tecla de função padrão "FN".

Vale lembrar que este procedimento somente funcionara se o driver de vídeo nativo da distro for compatível com a placa de de vídeo e monitor do notebook, mesmo que o uso da tecla FN + "combinação" não funcione nativamente, onde então podemos atribuir programas as estas teclas para executar as mesmas funções originais fazendo uma associação com as mesmas.

Conhecendo o comando de terminal xbacklight

O xbacklight pode ser utilizado numa caixa executar, executado por um arquivo .desktop automaticamente na pasta ~/.config/autostart de gerenciadores de janelas Desktop ou um arquivo para inicializar apps automaticamente utilizado por window manager sem precisar utilizar janela de terminal para isto.

Para instalar em distros Debian ou derivadas: sudo apt install xblacklight 

- Descobrir a porcentagem do brilho atual


Numa janela de terminal execute o comando xbacklight sem parâmetros, onde será exibido o valor relativo a porcentagem que está regulado o brilho, onde o valor 100% é o brilho máximo que o seu monitor está utilizando.- 

$ xbacklight 
100.000000

IMPORTANTE

Quando a utilização da tecla "FN" + teclas de brilho não funciona nativamente por default neste caso o brilho sempre estará em 100% e a configuração do brilho dependendo do app utilizando para ajustar o brilho não fica salva automaticamente, devendo refazer o ajuste do brilho  na próxima vez que o computador for ligado, onde mais adiante demostrarei como salvar a porcentagem de brilho para iniciar sempre com o mesmo valor de brilho com a utilização do xbacklight ao iniciar o seu ambiente gráfico.

- Definindo o brilho em 60%

Para isto usamos a opção -set que define o nível do brilho diretamente para o valor especificado.

$ xbacklight -set 60

Conferindo:
$ xbacklight 
59.995169

O nível do brilho que estava em 100% agora ficou em 60% (arredondamento)

- Reduzindo o nível do brilho em 10%

Utilize a opção -dec para reduzir o nível do brilho com o valor desejado, neste exemplo é -10%

$ xbacklight -dec 10

Conferindo:
$ xbacklight
49.987924

O brilho que estava em 60% foi reduzido para 50% (arredondamento)

- Aumentando o nível do brilho em 10%

Utilize sempre a opção -inc para aumentar o nível do brilho com o valor desejado, neste exemplo é +10%

$ xbacklight -inc 10

Conferindo:
$ xbacklight 
59.987119

O nível do brilho que estava antes em 50%, agora ficou novamente em 60% (arredondamento)

Para ajuda:
$ xbacklight -help

Associando o xbacklight com as teclas "FN" mais "Brilho sobe" e "Brilho desce"

O seu ambiente gráfico desktop provavelmente já tenha um app gráfico para criar teclas de atalhos para comandos e ações do sistema, mas caso não tenha, relatarei sobre o uso do xbindkeys que pode ser utilizado em qualquer ambiente desktop ou window manager.

Para instalar em distros Debian e derivadas use o comando: sudo apt install xbindkeys

Após instalado devemos criar primeiro o arquivo de configuração com o comando abaixo:

$ xbindkeys --defaults > /home/seu-user/.xbindkeysrc

Criando o atalho de teclado para diminuir o brilho (Brilho desce)

Execute o comando abaixo em uma janela de terminal e pressione simultaneamente as teclas "FN" + "Brilho desce"

$ xbindkeys -k
Press combination of keys or/and click under the window.
You can use one of the two lines after "NoCommand"
in $HOME/.xbindkeysrc to bind a key.
"NoCommand"
    m:0x0 + c:232
    XF86MonBrightnessDown

Agora utilizando um editor de texto ASCII de sua preferência copie a saída do comando acima e cole no arquivo .xbindkeysrc que está oculto no seu HOME.

$ leafpad .xbindkeysrc 

Na parte "NoCommand" coloque o nome do executável do comando desejado com o seus flags caso necessário.

Exemplo:
Substitua "NoCommand" por "xbacklight -dec 10" onde será usando o xbacklight com opção reduzir em -10% ou seja toda vez que pressionar simultaneamente as teclas "FN" + "Brilho desce" será diminuído em 10% do brilho atual.
"xbacklight -dec 10"
    m:0x0 + c:232
    XF86MonBrightnessDown

Para entrar em efeito o novo atalho de teclado configurado, é necessário matar o processo atual do xbindkey e executar novamente xbindkey sem paramentos.

$ killall xbindkeys
$ xbindkeys

Criando o atalho de teclado para aumentar o brilho (Brilho sobe)

Execute o comando abaixo em uma janela de terminal e pressione simultaneamente as teclas "FN" + "Brilho sobe".

$ xbindkeys -k
Press combination of keys or/and click under the window.
You can use one of the two lines after "NoCommand"
in $HOME/.xbindkeysrc to bind a key.
"NoCommand"
    m:0x0 + c:233
    XF86MonBrightnessUp

Copie a saída do comando acima e cole no arquivo .xbindkeysrc que está oculto no seu HOME.

$ leafpad .xbindkeysrc 

Substitua "NoCommand" por "xbacklight -inc 10" onde será usando o xbacklight com incremento de +10% ou seja toda vez que pressionar as teclas "FN" + "Brilho sobe" será aumentado sempre em 10% do brilho atual, até chegar ao valor máximo que é 100%.

Conteúdo parcial (as últimas linhas) do arquivo .xbindkeysrc após feita a associação das teclas.

-----corte-----

"xbacklight -dec 10"
    m:0x0 + c:232
    XF86MonBrightnessDown

"xbacklight -inc 10"
    m:0x0 + c:233
    XF86MonBrightnessUp

##################################

# End of xbindkeys configuration #

##################################


Nota:
Para que os atalhos criado com o xbindkeys funcione no próximo boot, ele deve ser sempre executado, e para fazer que ele inicie junto com o seu gerenciador de janela Desktop, basta criar um arquivo .desktop manualmente em ~/.config/autostart, ou usar a item do seu ambiente gráfico para incluir programas pra iniciar automaticamente, ou colocar em um arquivo que é utilizado pelo seu window manager para executar apps automaticamente na inicialização, onde em qualquer uma das opções citadas nunca é preciso utilizar janela de terminal na configuração, bastando somente o comando xbindkeys.


Salvando o nível de brilho do xbacklight

Para sempre utilizar o mesmo nível do brilho ao iniciar o seu ambiente gráfico preferido.

Para ambientes gráficos completos tipo Desktop

- Utilizando um editor de texto ASCII puro

Crie o arquivo  xbacklight.desktop em ~/.config/autostart/ com um editor de texto ASCII puro com o conteúdo abaixo:

[Desktop Entry]
Version=1.0
Type=Application
Comment=Salvando o ajuste de brilho da tela
Exec=xbacklight -set 40
Terminal=false

Quando você ligar o computador ou fizer logoff, o nível de brilho de 40% será carregando junto com o seu ambiente gráfico.

- Utilizando o app padrão do seu Gerenciador de janelas

Configurando programas para iniciar automaticamente no Desktop LXDE

No LXDE, acesse Menu Configurações/Aplicativos padrões do LXSession na guia Inicio automático ao lado do botão +Adicionar digite somente: xbacklight -set 40  e depois clique no botão Adicionar.

Para outros ambientes gráficos Desktop, o procedimento é similar apenas varia o caminho e o nome do app.

- Iniciando o app automaticamente em window manager

No Openbox puro coloque a linha xbacklight -set 40 no final do arquivo ~/.config/openbox/autostart.sh 

No Window Maker coloque a linha xbacklight -set 40 no final do arquivo  ~/GNUstep/Library/WindowMaker/autostart 

- Iniciando o app xbindkeys junto com o seu ambiente gráfico

Para que os atalhos de teclados configurado no arquivo ~/.xbindkeysrc funcione automaticamente o comando xbindkeys deve ser carregado junto com o seu ambiente gráfico.

O procedimento é exatamente o mesmo feito anteriormente em "Salvando o nível de brilho do xbacklight" basta somente colocar o comando xbindkeys e não precisa especificar ou marcar janela de terminal.






domingo, 11 de julho de 2021

Instalando o CPU-X no Debian

CPU-X é um app gráfico similar ao CPU-Z do Windows que fornece informações sobre o seu processador, cache da cpu, fabricante e modelo da placa mãe,  quantidade de RAM instalada, marca, velocidade e tipo de slot da memória, informações básicas do seu sistema e da memória em uso, placa de vídeo e driver usado.

Instalação no Debian 9, 10 e Debian_Testing

Acesse o site https://github.com/X0rg/CPU-X/releases/tag/v4.2.0
Baixe o pacote: CPU-X_v4.2.0_Debian.tar.gz

Na pasta onde foi baixado o pacote CPU-X_v4.2.0_Debian.tar.gz fazer:
$ tar -xvf CPU-X_v4.2.0_Debian.tar.gz 

Onde será criada 3 pastas com os nomes de Debian_10 , Debian_9.0 e Debian_Testing.

Acesse a pasta referente a versão do seu Debian e escolha a sub-pasta da arquitetura do seu sistema, no meu caso que uso o Debian 10 64 bits a pasta é a amd64, mas se você usa Debian 32 bits escolha i386.

Dentro da pasta amd64 tem os seguintes arquivos:

cpuidtool_0.5.1-0_amd64.deb
cpuidtool-dbgsym_0.5.1-0_amd64.deb
cpu-x_4.2.0-1+1.1_amd64.deb
cpu-x-dbgsym_4.2.0-1+1.1_amd64.deb
libcpuid15_0.5.1-0_amd64.deb
libcpuid15-dbgsym_0.5.1-0_amd64.deb
libcpuid-dev_0.5.1-0_amd64.deb

Antes de instalar todos os pacotes acima devemos instalar primeiro uma dependência para o pacote CPU-X, cuja dependência se encontra no repositório do Debian.

$ sudo apt install  libglfw3

Após é só instalar todos os pacotes .deb da sub-pasta amd64.
$ sudo dpkg -i *.deb
Pronto.

Notas:
O atalho do app fica no menu Iniciar/Sistema, item CPU-X
O CPU-X pode ser executado em modo texto com uma bonita interface em ncurses, iniciando o mesmo pelo terminal com o comando cpu-x -N